quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Este poema é dedicado a Amanda, a digna de ser amada.

Meu amor

Entre o silêncio de teu olhar,
Nas imagens de tua fala,
O que me faz te admirar,
É o que mais forte me cala.
É o encanto de tua lida,
O amanhecer do teu pensar,
É a tua alma fortalecida
No luta de teu buscar.
Se me fosse dado o direito,
Eu pediria ao meu Senhor,
Para morar bem dentro do peito
De meu sonhado amor.
Porém, o que sei da alegria,
Que pude conquistar,
Foi que nesta poesia,
Posso enfim, te falar.
Meu amor é abrangente,
Livre de paixão e pronto
Para te amar.

Clara é a manhã, são as palavras lindas, a simplicidade de uma obra prima, a idéia dos que amam, Claras são luzes que levam os justos ao Senhor, as águas dos rios sadios. Clara são as pessoas que tem bondade e nobreza, mas que não ficam falando, apenas vivem o melhor de suas inteções. Clara é o nome desta linda moça, que engrandece todos os seus amigos e familiares, pois além de ser bela, é como o seu nome diz, iluminada, Clara. É um prazer estar e conhecer esta linda jovem, pois sei que ela irá conseguir muitas coisas boas na vida.

Um lugar ao Sol

Um lugar ao Sol

Este Blogger é como uma praça de idéias que os ventos do pensamento trazem logo dali da imaginação, para compor e recompor o melhor da mentalidade conceitual - psicológica e social. Há um conchavo com quem ama, gosta e vive, há uma cumplicidade com aqueles que constroem histórias de amor.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007


Uma Razão de ficção

Não lembro quando a conheci, era linda, de olhos brilhantes e, dona do sorriso mais triste que já vi. Ela narrava completas tragédias de sua vida, perseguições implacáveis que sofria. Ela acreditava crer profundamente em sua tristeza e me convencia de tal forma, que ficava comovido, questionando os porquês daquele destino.
Ela sumia, eu ficava meses sem vê-la, de repente, nossos caminhos se entrelaçavam, e de novo o drama, a doença, o mau casamento, era como se transportasse toda sua tragédia em uma bolsa à tira-colo. Na última vez que a vi, fiquei tão preocupado, que à noite liguei para sua casa, sua irmã atendeu, sorridente e calma, ao lhe perguntar sobre a Irmã, disse-me que havia saído com o namorado, que fora ao cinema e de lá iam dançar. Calei revoltado e me despedi. Que mulher era aquela? Que morria de dia e à noite ia namorar? Julguei-me um tolo e uma nuvem de impropérios me sacudiu o pensamento.Esquecer era a solução, ou ela era louca ou praticava teatro consigo mesma, afinal, estava bem. Estava certo e decidido, não mais pensaria na tal mulher.
A natureza, às vezes, interfere na compreensão da razão de tal forma, que a explicação para isto é uma divagação esdrúxula e sem brilho. Certa tarde, olhei no canteiro um animal quieto, parado, era uma rã marrom-molhada, olhei fixamente e me aproximei ao perceber que o animal não se movia, para a minha surpresa era uma folha da amendoeira, olhei de novo do mesmo lugar de antes, lá estava a rã, era enfim, era uma questão de percepção e de sensibilidade.
Precisei ir à papelaria, ao chegar lá, deparei com a mulher sofredora, tentei fazer de conta que não a tinha visto, ela estava com a irmã, a sorridente, as duas me viram, a sofredora nada falou, parecia estar em choque de tristeza, a irmã me cumprimentou e disse que tinham sido assaltadas em casa e devido ao trauma, mudaram de endereço, a sofredora me entregou um bilhete com frases do seu sofrimento e com os nomes dos remédios que estava tomando, me despedi, desta vez nem olhei para trás. Pareciam duas loucas, uma sorridente e a outra sofredora. Tempos mais tarde, ao chegar em minha casa, à noite, recebi um recado que a mulher sofredora deixara um panfleto de propaganda, me avisando de um concurso de contos. Eu entendi menos ainda a razão daquela mulher, que fazia força de existir na razão e na ficção. Sentei, peguei minha caneta tinteiro, eis os fatos.

Leddo Dommus


terça-feira, 17 de julho de 2007

Viver sempre

Se o preço da verdade for a tristeza, esqueça-a e viva momento pós momento, que verdade seja plena, mas que jamais supere a vontade de viver. Viver é realizar todos os dias o direito de ser quem é de fato. Não guarde palavras ruins, de fatos funestos, de previsões caóticas, guarde palavras de bons momentos, de sentimentos felizes, com passagens garantidas pelo bem-estar.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Para não parar de pensar

Parábola de um velho e bom parafuso


Havia um pequeno parafuso em uma porta antiga
Esta porta era a segurança da casa.
A porta estava muito velha.
Quando a casa entrou reforma
Tiraram a porta, mas o velho,
Bom parafuso não queria sair.

Porém, tudo que quer, o homem faz.
Então, tiraram o parafuso e colocaram uma porta nova,
Cheia de cores e vidros.

Mas nenhuma porta seria mais segura ali.
Pois, o pequeno parafuso conquistou e acostumou a parede.
Era o xodó da porta e sem ele nada seria como antes.
Então a casa passou ter uma linda porta, mas não tinha segurança.
E assim não acaba a história...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Um lugar ao Sol

Um lugar ao Sol


Manhã desmaiada


Amanhecia, a última estrela ainda brilhava,
O dia, ora tímido, surgia!
Era fria a doce matina, não havia
Sua imagem no espelho, não havia!

Apenas a lembrança me preenchia,
Sua imagem refletia nas vidraças
Coloridas da casa, ora vazia!

Havia um resquício de sorriso
Em seus lábios cerrados,
Um pensamento furtivo em
Seus olhos, então parados.

Ainda assim, amanhecia, que seria do dia?
Sem o sol, sem o céu azul, sem o cheiro
Do seu perfume, que seria?

Não viveria o prazer de ver sua face,
Ouvir sua voz cristalina, sua alegria!
A noite... anoitecia!

Leddoris, outono de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

A bela Enth quando esteve no Rio de Janeiro
Cenas livres de uma Expedição

Às vezes, olhando para as vertentes do tempo ocorrido, não ocorrido ou que teria ocorrido no pretérito do perfeito, imperfeito ou mais que perfeito, e vejo-me em cenas que só hoje entendo, como um filme remoto de um tempo que não, me pertence.
Lá no quintal vasto da casa da minha avó, havia muitas árvores, mangueiras, jaqueiras, etc. No tempo da manga, eram tantas que viravam lixo.Eu e meus irmãos explorávamos cada árvore como fossem ilhas misteriosas, repletas de novos horizontes.
· Havia uma mangueira tão alta que nem todos conhecíam, só meu irmão maior.Ele subia e ia buscar manga e achava em quase toda época do ano.Ele sumia por entre as folhas e o silêncio o acompanhava.As vezes só descia a noitinha.
· Certa vez, ele nos disse que o mar azul e imenso era visto lá de cima da mangueira.Ficamos encantados, pois o mar era distante, alguns de nós nunca havia visto o mar. As estrelas cintilavam sob nuvens brancas que o vento embalava e a noite passeava por entre horas serenas da quietude.
Fomos todos dormir olhando pela vidraça da janela, a espera da claridade do dia e do sol.Houve então os sonhos e mal abrimos os olhos e o sol já dourava os reflexos dos vidros.O cheiro de café exalava, latidos e vozes na rua, a manhã era cheia de verão.
No quintal, todos íamos guiados pelo nosso irmão maior no olho da árvore, o ponto mais alto, para ver o mar. Meu irmão tinha um binóculo e um cantil de água. Éramos quatro garotos corajosos, desbravando caminhos de Robson Crusoé. Os galhos iam se tornando mais finos á medida que subíamos, alertas, cuidados, sem cordas, maribondos, passarinhos e lá íamos nós.O chão ia ficando distante, até chegamos em uma clareira da grande árvore, nos ajeitamos, enfim era o olho da árvore.Meu irmão cortou um galho com uma velha faca de cozinha e vimos o horizonte maravilhoso, era o mar, brilhante e belo cada um que olhava pelo binóculo se impressionava, estávamos a quilômetros do mar presente.Ficamos todos em silêncio na tentativa de ouvir as ondas no som que o vento trazia.Meus irmãos disseram que ouviram, mas eu ouvir mesmo o bater do meu coração, mais forte, querendo me avisar da presença maior.
Descemos cinco horas depois, com o mar ainda nos olhos e uma sensação maravilhosa de liberdade.
As cenas estão arquivadas, são remotas, mas estão vivas para sempre no tempo de minha existência.